Da janela do apartamento oitavo andar, pode-se ver a deslumbrante imagem da lua iluminando o Jardim Paulista.
Momento mágico e inesquecível.
Magnífica lembrança de uma noite de lua cheia em Ribeirão Preto.
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19 de agosto de 2008.
Não há como negar:
Artesã sou...
Jamais deixarei de ser.
Com as mãos trabalho,
Tecendo, ponto a ponto,
Agasalhos coloridos.
Desde pequenina
Acostumada fôra
A estar no meio deles.
Da leitura, também,
Artesã sou:
Jamais esse prazer, abandonarei.
Mais não fôra artesã
Da palavra, no papel
Transformo linha em texto.
Entre linhas de lã,
Ponto e ponto mesclo.
Entre linhas de papel,
Canto e conto declino.
Já não sei mais
Se sou artesã de lã,
Ou artesã de linha
Pois, se
com a lã aqueço um corpo frio,
com a linha alimento uma alma contrita
"Aguns têm seu ponto de vista. Outros uma vista de algum ponto, porém, aquele que busca compreender a vida, sempre vai além de qualquer ponto, pois, mesmo das cicatrizes, tira boas lições".


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"Ao encontrarmo-nos no declínio da vida , é preciso procurar reunir a maior parte das sensações que perpassaram esse nosso organismo. Poucos conseguirão construir assim uma obra prima (Rousseau, Stendhall, Proust), mas todos deveriam poder preservar, desse modo, algo que sem esse pequeno esforço perderia-se para sempre. Manter um diário ou escrever, em certa idade, as próprias memórias deveria ser obrigação “imposta pelo estado”: o material acumulado após três ou quatro gerações teria valor inestimável. Resolveria muitos problemas psicológicos e históricos que afligem a humanidade. Não existe memória, embora escritas por personagens insignificantes, que não apresentem valores sociais e pitorescos de primeira ordem”. (Tomasi di Lampedusa - Os Contos)
(Inajá Martins de Almeida)
(Inajá Martins de Almeida)
No mundo encantado da escrita,