sábado, 21 de junho de 2008

PALAVRAS AO VENTO

.
NAS ASAS DO VENTO
.
acrílico sobre tela de Elvio Antunes de Arruda
.
. ..
.Regue a palavra para produzir flores,
Frutos e sementes.

Regre a palavra,
Para que não murchem os rebentos.

Carregue e leve a palavra
Para o encanto dos atentos.

Fale...
Declame...
Cante...
Nem que seja palavra ao vento.

Pelo vento as sementes viajam,
Encontram mentes férteis, sedentas.

Leve a palavra,
Ensine a leitura.

A palavra escrita,
Que não fique restrita.

Não permita o esquecimento.
Leve a palavra,
Nem que seja palavra ao vento.

Leve a palavra.
Escreva...
Leia...
Nem que seja palavra ao vento.

Livros...
Palavra escrita.
Não permitam o esquecimento.

Sementes adormecidas,
Acordem...

Despertem palavras vivas,
Que criem fortes raízes
Que mesmo na tempestade
Acalmem
E alimentem almas.
. .
.Texto extraído do Livro "DEFINIÇÕES REFLEXIVAS I: grandes detalhes de Elanklever

0 comentários: