terça-feira, 29 de abril de 2008

DO LIVRO A REFLEXÃO

Pelo que lemos, absorvemos conhecimentos.
Ao lermos captamos mensagens que buscamos identificação.
Nem mesmo o espelho fica passivo diante de um livro
– sempre reflete o que a ele expomos –
assim deveria ser nossa mente.
A leitura reflexiva acrescenta novas imagens,
novas formações, nova concepção.
Como o espelho reflete nossa imagem,
um livro reflete um universo de conhecimentos,
esperando por uma mente tão reflexiva quanto o mesmo.
Sendo assim, temos que buscar desembaçá-lo,
para que possamos ter definições reflexivas,
cada vez mais definidas.
Este é o grande detalhe.
(Inajá Martins de Almeida)
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DISTANTE DE TI


"Distante de ti, em minha imaginação,
vejo seus olhos criarem saudades em mim"

Elanklever

segunda-feira, 28 de abril de 2008

MEUS LIMITES

(foto Aline Dorth Camargo - Avaré)

"Porque da janela da minha casa, por minhas grades, olhando eu..."

Prov. 7:6

FLORES


"A semente desenvolve em dois sentidos:
Um pode ser visto, outro não.
Aquele que não se vê sustenta as flores.
As flores secam, porém, as raízes permanecem."

Elanklever


LEITURA REFLEXIVA

(foto: Elvio Antunes de Arruda)

Desde cedo me acostumei aos livros. No garimpo da leitura, o que me encantava era selecionar falas, prazer este que me aproximou da escrita e do escritor.

Nas frases grafadas com “paciência”, pude encontrar a “ciência da paz” e perceber a força contida nas palavras.

Pouco a pouco, compartilhamos experiências num crescer constante.

E, quando o tempo foi fazendo sua conta, olhando seus olhos, pude encontrar a alma do pensador, do poeta que ri, que chora, que encanta, que canta. Que fala de amores, que fala de dores - que busca, que procura.

Mas... Quando olhei demoradamente para seus olhos, lá no fundo me encontrei, porque também, “minha vida é como um livro”. (as frases entre aspas são de Elanklever)
(Texto: Inajá Martins de Almeida)

domingo, 27 de abril de 2008

MINHA MÃE

(texto - Inajá Martins de Almeida)

O tempo me fez profundas cicatrizes: umas pelos próprios rompantes avalassadores da juventude, outras tantas, nem ao menos sei explicá-las, mas estão aí e volta e meia me remetem a lembranças - umas, quisera esquecê-las, outras já não me incomodam e vão para a lixeira, outras me tornam alegres, outras tristes, algumas me fazem chorar, outras gargalhar, mas... são minhas lembranças, são meus retalhos que ao longo do caminho fui recortando e montando colcha que, inacabada, continua sendo tecida com pedacinhos aqui, pedacinhos acolá - de pessoas, de frases soltas, de lugares, de passeios pela Internet, de recantos jamais visitados, de pessoas jamais vistas, de amigos virtuais...

Minha mãe - meu melhor e maior retalho - já não está mais comigo. As perdas sentidas - pais, irmãos, filhos, amigos, foram agregando marcas num coração sofrido, num coração, que ao ver da ciência, era "disritmado", era grande, enfim ... era doente - a levaram desta vida. Não me parecia que esse coração possuísse defeitos. Ele - o coração - deixava-se resplandecer no luzeiro frontal - seus olhos - que, por não possuir cor definida ora mostrava-se esverdeado como as águas límpidas de um riacho, outras tantas espargia a doçura do mel que resplandecia olhar afora; aí ... o coração, como a saltar do peito, brilhava naquele olhar calmo e sereno.Como podia ser "disritmado", se batia compassivamente como uma melodiosa canção, através das palavras de sabedoria que sabia espargir em cada situação! Como podia ser doente, se sua vitalidade era infinita.

Seu gosto pela vida resplandecia nos seus trabalhos - crochês, tricôs, bordados, costuras, sem contar sua culinária deliciosa - que iam se avolumando!

Era incansável. Jamais estava ociosa. Dizia não saber deixar as mãos inertes. Precisava mantê-las ocupadas. Seu gosto estava em tecer toalhas coloridas e presenteá-las a amigos, parentes, e com que orgulho entregava-as esperando elogios, esperando serem colocadas nas mesas para adorná-las, nas cômodas, aonde quer que seu destino fosse dado. Dizia feliz: - trabalhos executados pelas minhas próprias mãos. - Ah! Quantos espalhados por aí, e quantos ainda os guardo. Para comigo manifestava prazer desmedido, quando eu elogiava seus trabalhos e os vestia - blusas, vestidos, quer bordados, quer em crochê, quer em tricô, quer cortados, montados e costurados em sua máquina de costura (adorava costurar também). Dizia às pessoas - claro, na minha ausência - gosto de fazer as coisas para minha filha, porque ela está sempre me elogiando; ela gosta de tudo o que faço. Ainda outro dia, ouvi um comentário de uma vizinha minha, que me disse que quando me vê, logo vem à lembrança minha mãe, pois éramos inseparáveis. - Sim, jamais nos separávamos.

Boas lembranças essas.

Ah! Voltando... Com a ciência, claro, devo concordar... ele (o coração) era grande, maior do que o convencional. Claro! Para caber tantos amigos, tantos sonhos, tantas lembranças, só mesmo um coração enorme, que jamais rejeitava o que quer que fosse.

Mãe, mulher, dona de casa completa. Tinha todos os atributos que uma mulher do seu tempo podia ter. Hoje essas raridades estão em extinção. Era uma autêntica dama, como já não mais se vê. Sabia entrar em qualquer lugar... Sabia sair... Sabia agradar... Sabia cativar... Sabia ser mulher... Sabia ser mãe... Sabia ser esposa, e outros tantos atributos, que faltam nas palavras.

Vestia-se com primor; era vaidosa como deve ser uma mulher que gosta de si e da vida: cabelos sempre alinhados - nenhum fio fora do lugar. A pele alva, sem pintura, nos lábios o batom não podia faltar - dava um colorido especial ao rosto rosado, dizia. Porte altivo, corpo elegante, de belas formas, altura ideal para uma mulher. O tom de voz suave, mas firme, encantava a todos.

Sua ausência se faz sentir em cada canto, pois a cada um sempre tinha algo a dizer; não dava conselhos, mas quem dela se aproximasse, claro que os esperava.O olhar, sempre sereno, deixava transparecer a alma que sorria, mesmo estando chorando. Sabia esconder as tristezas - eram delas e não compartilhava. Sabia sofrer calada, jamais dividia com quem quer que fosse suas dores.

Ah! Quantas vezes a vi chorando em silêncio, quando perdeu seu filho - meu irmão. Mas, quando eu dela me aproximava, logo dissimulava e a conversa tomava outros rumos. Falávamos então de nossa infância, de nossas brincadeiras de criança e a tristeza se tornava festa,
pois éramos - os três, como costumava dizer - felizes, mesmo em meio a tantos dissabores que a vida nos proporcionava naquela época. Tantas dificuldades que ela conduzia sabiamente.

Dizer que não sinto sua falta ... mentira. Sinto e muita. Dizer que não choro vez ou outra, não posso confessar, pois choro sim, e choro como criança que necessita de um afago, de um carinho, de um colo.

Quantas vezes choro por esse colo quentinho, aconchegante que já não me embala mais; esse colo que me dava alento, que me dava descanso; esse colo que tão bem me compreendia. Esse colo que perdoava minhas faltas, que me levava para cima quando eu queria cair.

Ah! Mãe querida... que distância nos separa. Nós que éramos tão próximas, agora um abismo se formou. Já não ouço sua voz... não sinto seu toque...

Mas... o choro cessa, as lágrimas param de correr rosto abaixo, e do fundo de minha alma, um sussurro sopra baixinho em meus ouvidos, dando completo alívio para minha dor, falando-me:

- "Vinde a mim você que está cansada e sobrecarregada, que eu te aliviarei, porque suave é meu jugo, leve é meu fardo".

E aquela voz suave continua me dizendo:

- "Filha minha, não chores por não saber o destino de sua mãe, confia tão somente pois, antes dela ser sua mãe, ela é minha filha, e agora faz parte da grande família espiritual".

Recosto minha cabeça em Seu regaço, em Seu colo me aconchego e um sopro divino penetra meu ser, e me faz adormecer. Mãos generosas seguram as minhas e me levam às águas tranqüilas; sara minha dor e me dá novo alento... É a mão misericordiosa do nosso Senhor Jesus Cristo.

PAIXÃO POR LIVROS

(Inajá Martins de Almeida)

Durante a 3ª Feira do Livro da cidade de Ribeirão Preto – agosto de 2002 – quando então Coordenadora do Projeto Bibliotecas do Programa Ribeirão das Letras da Secretaria da Cultura, deparei-me com uma pergunta que me fez repensar sobre meu papel dentro da Biblioteconomia.

Num dos estandes, uma das livreiras, questionando minha paixão pelos livros, perguntou-me o porquê haver escolhido tal profissão, dado o entusiasmo com que desempenhava as atribuições que me foram conferidas e a familiaridade com que tratava o livro.

Parei um momento; jamais pensara nisso – era-me natural estar entre livros – porém, mesmo tomada de sobressalto, rapidamente respondi-lhe, formulando um conceito que passei a incorporar em meu currículo:

– Em primeiro lugar, tornei-me Bibliotecária, por opção – sim opção – porque pensara seguir a área do Direito, entretanto, pela falta, opção de escola em minha cidade e dificuldade em ausentar-me, optei pela Biblioteconomia e Documentação; em segundo lugar por paixão – pois não fora difícil apaixonar-me pelas aulas de literatura, história do livro, cultura artística e científica e tantas outras, magistralmente ministradas pela drª. e profª. Carminda Nogueira de Castro Ferreira – Dona Carminda como carinhosamente a tratávamos – assim como pelas inúmeras matérias técnicas; em terceiro e último, por convicção – sim convicção – posto que decorridos os anos, já não pudera mais optar por outra formação a não ser a de Bibliotecária.

Estava convicta de que optara pela profissão certa. A advocacia entraria em minha vida sob formas várias – nas organizações de bibliotecas, nas assessorias junto a advogados, nas empresas que atuava.

Ah! Os livros - desde cedo me acostumei aos livros – amava-os – eles me desvendavam horizontes inimagináveis; proporcionava-me quebrar barreiras, abrir portas, aprender, criar, deslumbrar, vibrar.

Eles – os livros – levavam-me mais longe ainda; agora eu podia tê-los, em grandes quantidades, nas mãos. Era-me dado o direito de passear através dos seus conteúdos; conhecê-los, estudá-los, transformá-los numa linguagem informacional, para, então colocá-los nas mãos dos leitores, seus usuários. Além do mais, a leitura me levava à escrita, quando então passo a escrever textos e divulgá-los através da internet, com vistas à edição do meu primeiro livro.

Nessa jornada – entre livros – passei por diversos tipos de bibliotecas tanto particulares, micro, média e grandes empresas, assim como escolares – desde a infantil, juvenis a universitárias. Universos que se descortinaram à minha frente, para me fornecerem subsídios nos diversos saberes do conhecimento humano.

Além do mais, a formação em Biblioteconomia possibilitou-me participar da implantação de bibliotecas, dentro do Programa Ribeirão das Letras, da Secretaria da Cultura da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, num período de trinta meses, que, embora célere, transformou minha vida profissional – abriu-me novas perspectivas no grande leque da palavra e do saber.

Projeto ousado, cujo idealizador o Jornalista, Professor, então Secretário da Cultura, Galeno Amorim, vislumbrava a implantação de 80 bibliotecas em locais onde se fazia necessário. A mim, como coordenadora, competia desenvolver projetos ligados à contratação e capacitação de estagiários, estímulo e incentivo a leitura e, principalmente, a abertura de bibliotecas.

Nesse momento, voltava ao passado e rememorava minhas aulas de referência bibliográfica, na então Escola de Biblioteconomia e Documentação de São Carlos (atual UFSCAR), no início da década de 70, quando nos era apresentado um personagem ilustre que marcou seu tempo, ao abrir bibliotecas e formular a célebre teoria sobre as Cinco Leis da Biblioteconomia: Shialy Ramamrita Ranganathan.

Pude então perceber que: “o que foi é o que há de ser; e o que se fez isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós. Já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão de vir depois delas”. (ECLESIASTES 1:9/11)

Assim como nada é novo, criar bibliotecas voltar-se para o papel da leitura na formação do cidadão, já fazia parte dos anseios de Ranganathan, quando, preocupado com o ensino e pesquisa em seu país, promove campanha para melhorar a biblioteca da Universidade de Madras – Índia. Essa ocorrência, contudo, iria mudar o curso de sua vida, assim como da Biblioteconomia em si, nos idos 1916.

Semelhantemente a esse fato, os quatro anos – 2000 a 2004 – serviriam também para transformar o ritmo de uma cidade interiorana de porte médio – Ribeirão Preto.

Foi um momento “efervescente”, segundo Galeno, onde se falava em livros e bibliotecas, na mesma proporção em que projetos culturais se desenvolviam nos quatro cantos do município.

A imprensa então noticiava: – “projeto multiplica número de livros em Ribeirão e muda o padrão de leitura da população”; este era o Programa Ribeirão das Letras.

Se o curso da vida de Ranganathan, a partir desse momento, tomaria outros rumos, não fora diferente para Galeno, tampouco para mim.

Galeno alça, então, vôo alto, como só as águias podem fazê-lo. Sua genialidade e criatividade possibilitam-lhe estreitar laços, quando nos disponibiliza o blog do Galeno eu, contudo, juntamente com o pensador Elanklever tenho a oportunidade de mostrar aonde nossa paixão pelos livros nos trouxeram, através da edição do livro “Definições Reflexivas: grandes detalhes”.

DA ILUSÃO PARA A LUZ

(Inajá Martins de Almeida)
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Da janela, oitavo andar, avisto a paisagem. Prédios esguios se levantam. Luzes cortam a escuridão da noite. No céu não se vêem os luzeiros, apenas grossas nuvens carregadas.
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Há pouco, ventos fortes fizeram-se ouvir à distância e pesada chuva derramou sua ira nas calçadas, invadindo espaços transbordando o córrego, que margeia bairros e região central, da bela cidade interiorana paulista – "Califórnia brasileira". Entretanto... Pessoas dormem seu sono de morte. Mal percebem o sucedido. Pior, ainda, o que está por vir.
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Carros, céleres, cortam o cruzamento. Na academia, o som elevado, da música estonteante, invade lares, sem ao menos pedir licença. No bar da esquina, pessoas à mesa, bebidas ao lado, risos frenéticos, vazios, inflamados, desconexos, não conseguem perceber os sinais que se apresentam.
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Eu penso: Quanta asnice! Quanta ilusão!
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Um carro acelerado passa desenfreado. Seu condutor, sem ao menos se aperceber, mantém exagerado som, que se faz ouvir a quarteirões de distância, quebrando o silêncio do avançado da hora. Todos correm para a luz do mundo. Para o falso brilho que este proporciona.
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É tarde. No silêncio interior, volto, então, meus pensamentos, para meu Criador.
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Há tempo atrás o mundo também me fascinava. Olhava para o brilho das luzes da cidade sem, contudo, me dar conta, que uma luz maior, iluminava meu caminho.
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Casa, carro, bom emprego, parentes, amigos. Tanto conhecimento adquirido... As luzes do palco, os aplausos. Buscava, como tantos o estrelato, muito embora, não sendo artista dos palcos. Artista no cotidiano.
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De repente, tudo se tornou ilusão. Nada mais fez sentido. A máscara caiu, descerrou o pano e tudo se tornou claro, como um dia de sol. A luz brilhou internamente, e fez nascer uma nova criatura. Passei a olhar para a luz, aquela que me iluminava e me senti pequena, perante a imensidão do universo.
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Da janela, então, enquanto vislumbrava uma paisagem breve, as poucas luzes cintilando, um pedacinho de céu, escuro sem estrelas, sem luar, bem o sabia, que fora ali, cenários vários se apresentavam a outras pessoas.
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Busquei meu Salvador. Vislumbrei Seu sacrifício, Suas chicotadas, Suas mãos perfuradas.
Olhei para o madeiro no alto do monte. Enquanto seu corpo – na vertical – erguia-se para o Pai, Suas mãos estendidas – na horizontal – desejava abraçar toda a humanidade.
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Revivi suas dores, os escárnios dos que olhavam e blasfemavam. Senti Suas lágrimas, Sua tristeza de morte. Ouvi o som de Sua voz perdoar o pecador e, o colocar a Seu lado, na morada infinita. Mais ainda, em meio a tanta dor, a generosidade do Seu Espírito Imaculado suplicar:
– Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem.
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Breve silêncio... Como Bom Filho, entregar seu Espírito ao Pai, ao emitir o último som:
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– Está consumado.
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Prostrei-me envergonhada, perante Seu imenso amor, ao mesmo tempo agradecida, por alcançar a luz do entendimento. Por ser alcançada pela luz do meu Redentor.
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O mundo, lá fora, continua. O cenário é o mesmo. Nada mudou. Carros, sons ensurdecedores, academias, bares, mesas depositadas nas calçadas, risos, falas inflamadas: Futebol, seleção, novelas, carnaval, televisão, quanta religião. Enfim... Quanto engano... Quanta ilusão... Nada novo se apresenta apenas, aqui dentro, algo se transformou.
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Olhei para a luz que brilha e que ilumina o artista. Não mais busquei ser artista, e sim ser a própria luz: ser o próprio brilho Daquele que emana a luz.
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Antes, louca pela vida, pelos fugazes prazeres que ela pudesse me proporcionar, agora, depois desse encontro, real e verdadeiro, com Aquele que me deu a vida, que me mostrou o caminho...
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Louca! Louca sim. Mas louca por Jesus!